Às 9h27 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve alta de 2,75 pontos e 0,45%, cotado a US$ cents 607,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão avançava 4,75 pontos e 0,76%, a US$ cents 631,50/bushel. Na parcial da semana, os futuros acumulavam ganhos de 2,06% na CBOT e 4,16% na KCBT.

Na véspera (26), o cereal subiu 1,21% na CBOT e avançou 1,46% na KCBT, cotado a US$ 605,00/bushel e US$ cents 626,75/bushel, respectivamente.

Nesta manhã, os preços do cereal eram sustentados pelo avanço da seca e da estiagem nas regiões produtoras de trigo dos Estados Unidos.

O relatório Drought Monitor do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), divulgado ontem, informou que as condições de seca nas lavouras de trigo de inverno aumentaram para 57% da área cultivada na última semana, avanço de 2 pontos percentuais. No comparativo anual, as regiões afetadas pela estiagem avançaram 19 pontos percentuais.

Ainda no campo climático, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, as planícies do sul seguirão afetadas pelo clima seco e rajadas de vento, aumentando o risco de incêndios florestais, sobretudo nas lavouras de trigo de inverno.

A demanda internacional aquecida também dava suporte às cotações. Os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 19 de março, divulgados ontem pelo USDA, mostram que o país comercializou 397 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 no período. O desempenho veio em linha com as projeções do mercado.

No radar, os investidores aguardam a divulgação das estimativas de área plantada nos EUAprevista para a próxima terça-feira (31) pelo USDA, que deve trazer novos direcionamentos para o mercado de grãos.