Nesta quinta-feira (26), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em estabilidade, cotado a R$ 72,05/saca. Já o vencimento de julho anotou leve queda de 0,28%, a R$ 71,05/sc. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 0,08% e 0,16%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos receberam suporte pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar subia 0,60%, a R$ 5,25.
Nos Estados Unidos, os contratos equivalentes do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia em estabilidade.
Por aqui, os investidores seguiram monitorando o progresso do plantio do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. A semeadura da segunda safra alcançou 94,6% da área projetada, após avançar 5,3 pontos percentuais em uma semana, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (20). Esse ritmo está abaixo do observado em igual período do ano passado (97,3%), porém acima da média das últimas cinco safras (93,8%).
Quanto ao milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 49,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, contra 66,2% no mesmo período do ano passado e 59,0% na média dos últimos cinco anos.
As novas projeções da DATAGRO Grãos indicam uma colheita de 144 milhões de toneladas do cereal na temporada 2025/26, somando as duas safras, volume 1% superior na comparação com o ciclo anterior e um recorde histórico.
No radar, os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã foi o principal destino do milho exportado pelo Brasil em 2025. Além disso, os agentes do mercado acompanham o início colheita do cereal na Argentina.