O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (26) em forte alta de 7,25 pontos e 1,21%, cotado a US$ cents 605,00/bushel, com avanço parcial na semana de 1,64%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subiu 9,00 pontos e 1,46%, a US$ cents 626,75/bushel – com ganho semanal de 3,38%.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pela demanda internacional aquecida pelo trigo dos Estados Unidos.
Os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 19 de março, divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), mostram que o país comercializou 397 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 no período, montante é 109,2% superior ao registrado na semana anterior (190 mil t). O volume está de acordo com as projeções do mercado.
Além disso, as condições climáticas adversas nas regiões produtoras dos EUA, também deram suporte às cotações. Segundo o boletim climático do USDA, um calor recorde prevalece na metade sul das planícies. Os agricultores seguem em alerta para o risco de novos incêndios florestais em regiões de plantio do trigo de inverno.
Ainda no campo climático, o relatório Drought Monitor do USDA informou que as condições de seca nas lavouras de trigo de inverno aumentaram para 57% da área cultivada na última semana, avanço de 2 pontos percentuais. No comparativo anual, as regiões afetadas pela estiagem avançaram 19 pontos percentuais.
No radar, os investidores aguardam a divulgação das estimativas de área plantada nos EUA, prevista para a próxima terça-feira (31) pelo USDA, que deve trazer novos direcionamentos para o mercado de grãos.