A Rússia tem ampliado seus ganhos com a exportação de fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio, aproveitando a disparada dos preços globais causada pela interrupção de fluxos no Oriente Médio, segundo o Financial Times.

Atualmente, os fertilizantes da Rússia representam 23% das exportações mundiais dos insumos à base de amônia e 14% dos envios de produtos feitos com ureia.

O conflito, que comprometeu rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um terço do comércio global de fertilizantes, reduziu a oferta internacional e elevou as cotações, beneficiando grandes exportadores como a Rússia.

Mesmo com o cenário favorável de preços, produtores russos enfrentam restrições para ampliar significativamente as exportações. Para evitar uma crise de abastecimento do seu mercado interno, a Rússia suspendeu temporariamente os seus embarques de fertilizantes à base de amônia.

Ainda assim, empresas do setor têm registrado receitas mais elevadas, impulsionadas pela valorização de insumos como ureia e fosfatos. A guerra também pressiona governos a priorizarem a segurança alimentar, o que mantém o mercado internacional tensionado.