Às 9h36 (horário de Brasília) desta quarta-feira (25), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava moderada baixa de 5,50 pontos e 0,93%, cotado a US$ cents 584,50/bushel, com recuo de 1,81% na parcial da semana. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão descia 3,50 pontos e 0,58%, a US$ cents 600,50/bushel – com perda semanal parcial de 0,95%.

Ontem (24), o cereal encerrou em alta de 0,38% na CBOT e 0,12% na KCBT, cotado a US$ 590,00/bushel e US$ cents 604,00/bushel, respectivamente.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela diminuição das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O conflito militar também está exercendo pressão sobre o fluxo de escoamento de fertilizantes e petróleo, via Estreito de Ormuz, o que está afetando diretamente as cotações do trigo e outras commodities agrícolas dos EUA.

No Leste Europeu, devido a possibilidade de uma crise de desabastecimento de fertilizantes, a Rússia irá paralisar suas exportações do produto por um mês, até o dia 21 de abril. A medida é uma forma de manter a demanda doméstica suprida.

Na União Europeia, as exportações de trigo mole desde o início da temporada 2025/26, em 1º de julho, alcançaram 17,138 milhões de toneladas até o último dia 22 de março, volume 6% acima ao registrado no mesmo período do ano passado, mostram dados publicados pela Comissão Europeia nesta terça-feira.

Por outro lado, as condições climáticas adversas nas regiões produtoras norte-americanas evitavam maiores perdas. No campo climático, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA aponta para a permanência de um clima seco nas áreas de plantio e ventos intensos em estados como Nebraska e Wyoming. O clima é propício para propagação de novos incêndios florestais e o órgão já emitiu novos alertas nestas regiões.

Ainda nos EUA, segundo o relatório da Associação Nacional dos Produtores de Trigo do país norte-americano, os agricultores do cereal são alguns dos mais afetados quando o assunto são os preços de fertilizantes fosfatados. De acordo com o estudo, em estados como a Dakota do Norte, Kansas e Montana – maiores produtores de trigo do país – foi observado os maiores preços e tarifas sobre os insumos, prejudicando diretamente na lucratividade dos agricultores.