Às 9h09 (horário de Brasília) desta quarta-feira (25), o dólar comercial anotava moderada queda de 0,63%, cotado a R$ 5,2180, com desvalorização na parcial da semana de 1,68%.

Na véspera (24), o câmbio subiu 0,21%, a R$ 5,2510.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,18%.

 

Alívio geopolítico sustenta queda

Nesta manhã, o movimento de baixa do câmbio reflete o aumento da propensão ao risco nos mercados, diante de sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há progresso nas tratativas para encerrar o conflito, incluindo uma possível proposta de acordo com 15 pontos apresentada por Washington.

Segundo o republicano, os EUA estão dialogando com “as pessoas certas” no Irã, enquanto autoridades iranianas sinalizaram redução das tensões no Estreito de Ormuz, permitindo a passagem de embarcações consideradas não hostis — embora tenham negado negociações formais com os norte-americanos.

A perspectiva de retomada das exportações de petróleo pelo Golfo Pérsico contribui para reduzir os preços da commodity e aliviar preocupações inflacionárias globais, favorecendo moedas de países emergentes, como o real.

 

Política doméstica também influencia

No Brasil, os investidores acompanham a nova pesquisa eleitoral divulgada pela AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg.

O levantamento mostra um cenário apertado entre Flávio Bolsonaro, com 47,6% das intenções de voto, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 46,6%, dentro da margem de erro de um ponto percentual.

Além disso, a pesquisa indica aumento na desaprovação do governo, que atingiu 53,5%, frente a 45,9% de aprovação, ampliando a diferença em relação aos meses anteriores.