Milho encerra o dia em alta na Bolsa de Chicago

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (24) em moderada alta de 3,00 pontos e 0,65%, cotado a US$ cents 462,50/bushel; o vencimento de julho avançou 2,00 pontos e 0,43%, a US$ cents 472,50/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal encontraram suporte na valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade ao etanol norte-americano, que é produzido à base de milho. Se recuperando parcialmente do tombo anotado na véspera (23), o combustível subiu mais de 4% no mercado internacional, impulsionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio.

Ainda deu algum suporte o relatório semanal de embarques divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que trouxe dados superiores aos registrados na semana anterior e no mesmo período de 2025.

O mercado segue de olho também no Brasil e na Argentina, importantes players no mercado mundial de milho.

A atualização mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém a projeção de que os produtores argentinos colherão um recorde de 57 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, volume acima das 52 mi de t esperadas pelo USDA. Por lá, a colheita alcançou 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde a produtividade é satisfatória.

No Brasil, a semeadura da safra de inverno ultrapassa 95% da área projetada, enquanto a colheita do milho de verão segue atrasada em relação aos últimos anos. A expectativa se concentra agora sobre as chuvas de abril, que deverão definir o real tamanho da segunda safra brasileira, que responde por mais de 80% da oferta de milho do país.

No radar, o anúncio das novas misturas de biocombustíveis nos Estados Unidos, que deve ser feito em breve pelo governo, bem como a divulgação do relatório anual de intenção de plantio nos EUA da safra 2026/27, agendado para o dia 31 deste mês.