Às 9h05 (horário de Brasília) desta terça-feira (24), o dólar comercial operava em leve alta de 0,46%, cotado a R$ 5,2640. Na véspera (23), o câmbio cedeu 1,26%, a R$ 5,2400.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,18%.

 

Ata do Copom no foco

Nesta manhã, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes, os investidores repercutem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada. Na ocasião, o colegiado do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

O documento destaca que o início do ciclo de cortes ocorre em um ambiente de elevada incerteza global e com a inflação ainda acima da meta, justificando uma redução inicial de menor magnitude como parte da estratégia de desinflação.

Geopolítica segue no radar

No cenário externo, o mercado continua atento aos desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Mais cedo, autoridades israelenses indicaram que o presidente dos EUA, Donald Trump, busca um acordo com o Irã, embora as chances de sucesso imediato sejam consideradas baixas.

Na véspera, Trump adiou a ameaça de bombardear instalações energéticas iranianas, condicionando a decisão à reabertura do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo — e mencionou conversas em andamento. O governo iraniano, no entanto, negou qualquer negociação.

As declarações recentes provocaram forte volatilidade nos mercados. Após uma queda de mais de 10% na sessão anterior, os preços do petróleo voltam a subir nesta manhã, com altas superiores a 2% tanto para o Brent quanto para o WTI.

A dinâmica da commodity segue como um dos principais vetores de risco para inflação e política monetária global.