Primeira Chamada Grãos 24/03/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

24 de Março de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na Chicago Board of Trade encerrou a segunda-feira (23) em leve alta de 0,2%, a US¢ 1.163,50/bushel. Leve viés de alta para a abertura nesta terça.

● No complexo soja, o comportamento foi misto: o farelo recuou 0,4%, enquanto o óleo avançou 0,1%.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.

● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na Chicago Board of Trade encerrou a segunda-feira (23) em queda de 1,3%, a US¢ 459,50/bushel, em um movimento de realização após altas recentes. Tendência de suporte para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).

● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).

Brasil

● O mercado físico de soja operou com cautela, refletindo a recente volatilidade no mercado internacional. Nos portos, o cenário segue desafiador, com gargalos logísticos, aumento nos custos de frete — rodoviário e marítimo — e seguros mais caros, em meio às incertezas globais. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 130,50/sc, enquanto em Santos a cotação ficou em torno de R$ 129,50/sc.

● No mercado físico, o ritmo de negócios seguiu moderado, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes, refletindo as incertezas externas e a volatilidade observada nos contratos futuros. Em Campinas (base B3), o milho foi indicado entre R$ 72–73/sc, mantendo-se estável em relação à sessão anterior. O ambiente segue pressionado, mas ainda contido pela pouca melhora da oferta no mercado spot e pela presença pouco expressiva de vendedores, que mantém as cotações relativamente travadas.

[B]³

● Na B3, o contrato de milho de primeira posição (maio) encerrou o pregão a R$ 71,98/sc, com relativa esabilidade no dia. Já o vencimento setembro/26 fechou a R$ 71,30/sc, registrando retração de 0,1%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.

✔️Embarques positivos para soja (1,1 mi de t) e milho (1,7 mi de t) na semana. Além de vendas individuais de soja (161,12 mil t) e milho (102 mil t) para México.

✔️A previsão para a próxima semana indica chuva irregular, mas com pancadas e temporais em várias áreas do Centro-Oeste (especialmente MT, GO e partes de MS), enquanto no Sul predominará tendência de volumes abaixo da média, com períodos mais secos e menos chuva frequente (exceto episódios isolados de instabilidade).