O dólar comercial fechou essa segunda-feira (23) em forte baixa de 1,26%, a R$ 5,2400. Na mínima do dia, o câmbio recuou a R$ 5,2140; na máxima, atingiu R$ 5,3120.

 

Alívio no cenário externo impulsiona mercados

Neste pregão, o mercado repercutiu o aumento da propensão ao risco global, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar a suspensão por cinco dias dos ataques a estruturas energéticas do Irã, abrindo espaço para possíveis negociações.

Apesar de o governo iraniano negar tratativas, o gesto foi interpretado pelos investidores como um sinal de redução das tensões no Oriente Médio.

Com o alívio no risco geopolítico, os preços do petróleo recuaram fortemente. O Brent chegou a cair mais de 10% no dia, recuando abaixo de US$ 100 por barril.

A queda da commodity contribuiu para reduzir as pressões inflacionárias globais, favorecendo ativos de maior risco e moedas de países emergentes.

 

Diesel segue pressionado no Brasil

Mesmo com o recuo recente do petróleo, os preços dos combustíveis ainda refletem a escalada anterior.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel avançou 20,6% na segunda semana de março frente ao período de 22 a 28 de fevereiro, alcançando R$ 7,65 por litro.

 

Focus eleva projeções de juros

No cenário doméstico, o Banco Central (BC) divulgou nova edição do Boletim Focus, com dados coletados até a última sexta-feira (20).

O relatório elevou a projeção da taxa Selic ao final de 2026, de 12,25% para 12,50% ao ano, além de trazer ajustes para cima nas estimativas de inflação (IPCA) e câmbio.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, em decisão unânime. A ata da reunião será divulgada amanhã (24).