O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (23) em estabilidade com viés de alta (+0,03%), cotado a R$ 72,01/saca; por outro lado, o vencimento de julho fechou em viés de baixa (-0,07%), a R$ 70,89/sc.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela forte desvalorização do câmbio, que próximo ao fechamento das negociações na B3 caía 1,40%, a R$ 5,23.

Além disso, nos Estados Unidos, os contratos equivalentes do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em queda, contribuindo para o viés negativo.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou há pouco que o Brasil embarcou 300,5 mil toneladas de milho na semana encerrada em 20 de março, volume acima das 172,6 mil toneladas embarcadas na semana anterior, mas, devido à sazonalidade, ainda distante das 934 mil toneladas semanais que são necessárias para alcançar o total projetado para a atual temporada.

No campo, o mercado mantém as atenções voltadas à safra de inverno 2025/26, cuja semeadura se encontra próxima de ser encerrada no Centro-Sul do Brasil. As chuvas de abril deverão ser determinantes para a consolidação da segunda safra, que responde por mais de 80% da produção brasileira de milho.

Quanto à safra de verão, os trabalhos de colheita seguem atrasados no Centro-Sul do Brasil, o que tem limitado a disponibilidade do cereal no mercado interno.

No radar, a suspensão temporária de novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, após os dois países avançarem nas negociações para um cessar-fogo no Oriente Médio. Em 2025, o Irã foi o principal destino das exportações brasileiras de milho, respondendo por mais de um quinto do total embarcado pelo Brasil.