Às 10h20 (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), o Ibovespa operava em forte alta de 1,53%, aos 178.913,16 pontos.
Na sexta-feira (20), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) recuou 2,25%, aos 176.219,40 pontos, com perda acumulada de 0,91% na semana.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) registrava alta de 1,06%. Na contramão, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) anotavam perdas amplas de 1,93% e 2,19%, nesta ordem, pressionadas pela queda global do petróleo, reflexo do adiamento de novos ataques dos Estados Unidos ao Irã no Oriente Médio, após avanços nas tratativas entre os dois países.
Geopolítica segue no radar
Nesta manhã, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos, os investidores acompanham os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que entra em sua quarta semana.
A escalada dos preços do petróleo, impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, elevou preocupações com a inflação global e reforçou apostas em juros mais altos nas principais economias.
No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu prazo para que o Irã reabra totalmente a rota marítima.
No entanto, hoje o republicano afirmou ter ordenado ao Departamento de Defesa a suspensão dos bombardeios aéreos contra instalações de energia iranianas por cinco dias.
Focus e juros no Brasil
No cenário doméstico, o Banco Central divulgou uma nova edição do Boletim Focus, com dados coletados até a última sexta-feira (20).
O relatório elevou a projeção da taxa Selic para 2026, de 12,25% para 12,50% ao ano, além de ajustes nas estimativas de inflação (IPCA) e câmbio para os próximos anos.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, em decisão unânime.