O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (20) em expressiva baixa de 2,25%, aos 176.219,40 pontos, com perda acumulada de 0,91% na semana. Na máxima, o índice chegou aos 180.305,22 pontos; na mínima, desceu aos 175.039,34 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) caíram 1,41%, 2,39% e 2,37%, nesta ordem.
Os grandes bancos também terminaram o dia com perdas: o Itaú (ITUB4) recuou 1,75%; o Santander (SANB11) registrou baixa de 2,47%; e o Bradesco (BBDC4) caiu 1,66%; e o Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizou 1,02%.
Em Wall Street, os principais indicadores fecharam em queda. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,96%, aos 45.577,47 pontos; o S&P 500 cedeu 1,51%, aos 6.506,48 pontos; e o Nasdaq Composite se desvalorizou 2,01%, aos 21.647,61 pontos.
Geopolítica eleva tensão nos mercados
Neste pregão, o cenário foi marcado pela aversão ao risco global, após novos ataques de Israel contra o Irã elevarem as preocupações com os impactos da guerra sobre os preços globais do petróleo. A escalada do conflito aumenta o temor de pressões inflacionárias globais, especialmente por meio da alta dos custos de energia, o que pode levar bancos centrais a adotar posturas mais restritivas.
Ao longo da semana, os principais bancos centrais mantiveram as taxas de juros estáveis, mas sinalizaram cautela.
O Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto autoridades do Banco da Inglaterra e de outras economias desenvolvidas indicaram que novas altas não estão descartadas caso a inflação volte a acelerar.
Com isso, investidores reduziram as apostas em cortes de juros no curto prazo e passaram a considerar possíveis elevações em economias como EUA, Reino Unido e zona do euro.
Risco de escalada militar
O cenário também foi agravado por notícias sobre possível intensificação do conflito.
Segundo reportagens da imprensa internacional, o Pentágono estaria enviando reforços militares para o Oriente Médio, enquanto fontes indicam preparativos para eventual mobilização de tropas terrestres.
Política doméstica no foco
No Brasil, os investidores seguem acompanhando mudanças no comando do Ministério da Fazenda.
O secretário-executivo Dario Durigan foi indicado para assumir a pasta após a saída de Fernando Haddad, que deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo.
Pesquisa recente do Datafolha aponta o governador Tarcísio de Freitas na liderança das intenções de voto, com Haddad em segundo lugar, indicando uma disputa competitiva no estado.