Nesta sexta-feira (20), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou em estabilidade com viés de baixa (-0,03%), cotado a R$ 71,99/saca, com desvalorização semanal acumulada de 4,38%. No entanto, o vencimento de julho avançou 0,50%, a R$ 70,94/sc, porém, fechando a semana com recuo de 0,74%.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

Ontem (19), o Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou sua projeção para a safra 2025/26 global de milho de 1,313 para 1,320 bilhão de toneladas, volume 6,4% maior do que o colhido na temporada 2024/25.

Por outro lado, limitou maiores perdas a alta do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação.

No campo, os investidores acompanham o andamento dos trabalhos no Centro-Sul do Brasil, especialmente a finalização do plantio da segunda safra e o desenvolvimento das lavouras, que respondem por mais de 80% da oferta nacional. Segundo a DATAGRO Grãos, a semeadura chegou a 89,3% da área projetada até a última sexta-feira (13), ante 93,4% em igual altura da temporada 2024/25 e 87,0% na média plurianual.

De acordo com o levantamento da DATAGRO, no mesmo período, a colheita do milho de verão safra 2025/26 alcançou 44,1% da área cultivada, ritmo inferior ao observado em igual momento do ano passado e na média dos últimos cinco anos.

No radar, os desdobramentos do conflito militar no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã para os embarques brasileiros de milho. Em 2025, o país persa foi o destino de 22,2% de todo milho que o Brasil exportou. Ademais, a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 13% da área cultivada, após avanço de 3,6 pontos percentuais na última semana.