O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (20) em expressiva baixa de 12,75 pontos e 2,10%, cotado a US$ cents 595,25/bushel, com recuo acumulado no recorte semanal de 3,01%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão desvalorizou 21,00 pontos e 3,35%, a US$ cents 606,25/bushel – com perda na semana de 3,77%.

Neste pregão, os preços foram pressionados pelo avanço das exportações russas de trigo no mercado internacional, o que aumentou a oferta global do cereal. Além disso, contribuiu para o viés negativo a alta do dólar frente a outras moedas globais, com ganho de 0,40% do índice DXY, o que desfavorece as vendas norte-americanas.

Maiores perdas foram limitadas pelas preocupações com as condições climáticas adversas em regiões produtoras dos Estados Unidos. Segundo o boletim climático do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas planícies, prevalece um clima quente, exceto no nordeste de Dakota do Norte.

As altas temperaturas estão reduzindo a umidade do solo nas lavouras do trigo de inverno, com os danos sobre a cultura se tornando mais evidente em áreas afetadas pela seca. A ameaça de incêndios florestais no leste de Wyoming e áreas vizinhas também segue elevada.

De acordo com o Drought Monitor do USDA, com dados coletados até 17 de março, 55% da área cultivada com o cereal foi afetada pela estiagem.

Ademais, o mercado acompanha as novas estimativas do Conselho Internacional de Grãos (IGC).

O órgão projeta a produção global de trigo em 845 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima das 842 milhões estimadas anteriormente. No entanto, para a temporada 2026/27, a expectativa é de uma safra menor, de 822 milhões de toneladas.