China deve importar 108 milhões de toneladas de soja em 2026/27, projeta USDA

As importações de soja da China devem alcançar 108 milhões de toneladas na temporada 2026/27, segundo relatório do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim.

O volume representa aumento de 2 milhões de toneladas em relação à projeção para 2025/26, com foco em atender a demanda interna por ração animal, com destaque para aves e aquicultura

Por sua vez, o volume de esmagamento de soja está projetado em 103 milhões de toneladas em 2025/26, acima das 101 milhões do ciclo anterior, indicando maior uso doméstico da oleaginosa.

O documento ressalta a volta da participação chinesa nas compras de oleaginosas dos EUA e do Canadá, como parte da estratégia de atender a demanda interna.

Segundo o USDA, até 26 de fevereiro deste ano, 10,8 milhões de toneladas de soja norte-americana foram compradas pelo gigante asiático, de um compromisso total de 12 milhões de toneladas de soja norte-americana.

No caso do Canadá, a China ajustou tarifas sobre a canola do Canadá, reduzindo o imposto antidumping para 5,9% e eliminando a tarifa de 100% sobre o farelo. A medida tende a fortalecer a competitividade da canola e reduzir parcialmente a demanda por substitutos, como o farelo de soja.

 

Foco em autossuficiência

Em meio às compras de oleaginosas, o governo chinês segue incentivando a produção doméstica, com políticas de subsídios, estímulos financeiros e investimentos em pesquisa.

Para 2026/27, a expectativa é de leve aumento na produção interna de soja, impulsionado por melhores preços e expansão da área plantada.

Além disso, o país continua ampliando o uso de culturas geneticamente modificadas, no entanto a adoção da soja transgênica ainda avança de forma mais lenta, com maior concentração no milho.