Às 9h53 (horário de Brasília) desta sexta-feira (20), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava estabilidade com viés de alta (+0,04%), cotado a R$ 72,04/saca, porém com recuo acumulado de 4,30% na parcial da semana. O vencimento de julho avançava 0,45%, a R$ 70,91/sc, mas com desvalorização semanal de 0,78%.
Na véspera (19), o contrato de maio caiu 0,68%, a R$ 72,01/sc; o de julho recuou 0,30%, a R$ 70,59/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Por outro lado, a desvalorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) evitava maiores ganhos.
Os agentes do mercado monitoram o andamento dos trabalhos de campo no Centro-Sul do Brasil, especialmente a finalização do plantio da segunda safra e o desenvolvimento das lavouras, que respondem por mais de 80% da oferta nacional. Segundo a DATAGRO Grãos, a semeadura chegou a 89,3% da área projetada até a última sexta-feira (13), ante 93,4% em igual altura da temporada 2024/25 e 87,0% na média plurianual.
No mesmo período, a colheita do milho de verão safra 2025/26 alcançou 44,1% da área cultivada, ritmo inferior ao observado em igual momento do ano passado e na média dos últimos cinco anos, de acordo com o levantamento da DATAGRO.
No radar, os desdobramentos do conflito militar no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã para os embarques brasileiros de milho. Em 2025, o país persa foi o destino de 22,2% de todo milho que o Brasil exportou. Ademais, a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 13% da área cultivada, após avanço de 3,6 pontos percentuais na última semana.