Nesta quinta-feira (19), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em moderada queda de 0,68%, cotado a R$ 72,01/saca. O vencimento de julho anotou leve queda de 0,30%, a R$ 70,59/sc. Na semana, os futuros acumulam amplas perdas parciais de 4,36% e 1,23%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, o que desfavorece as exportações do grão brasileiro. Próximo ao encerramento das negociações na B3, o dólar caía 0,50%, a R$ 5,21. No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
Os investidores também observam o progresso dos trabalhos de campo no Centro-Sul do Brasil, especialmente a finalização do plantio da segunda safra e o desenvolvimento das lavouras, que respondem por mais de 80% da oferta nacional. Segundo a DATAGRO Grãos, a semeadura chegou a 89,3% da área projetada, até a última sexta-feira (13), ante 93,4% em igual altura da temporada 2024/25 e 87,0% na média plurianual.
No mesmo período, a colheita do milho de verão safra 2025/26 alcançou 44,1% da área cultivada, ritmo inferior ao observado em igual momento do ano passado e na média dos últimos cinco anos, de acordo com os dados da consultoria.
No radar, os desdobramentos do conflito militar no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã para os embarques brasileiros de milho. Em 2025, o país persa foi o destino de 22,2% de todo milho que o Brasil exportou.