O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (19) em moderada alta de 6,75 pontos e 0,58%, cotado a US$ cents 1.168,50/bushel, mas perda na parcial da semana de 4,63%. O vencimento de julho avançou na mesma intensidade, a US$ cents 1.183,25/bushel – perda semanal de 4,38%.
Em relação aos derivados, o farelo disparou 3,36%, enquanto que o óleo cedeu 0,18%.
Guerra pressiona oferta global
Neste pregão, os preços foram impulsionados pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O fechamento do Estreito de Ormuz interrompeu fluxos relevantes de fertilizantes nitrogenados provenientes do Golfo, região responsável por mais de 30% das exportações globais desses insumos, além de componentes como o enxofre.
Diante desse cenário, a China também passou a restringir suas exportações de fertilizantes para proteger o mercado doméstico, intensificando a pressão sobre a oferta global.
Petróleo reforça suporte
A escalada dos conflitos, incluindo ataques a instalações energéticas na região e ao campo de gás South Pars, no Irã, levou a uma forte alta do petróleo. O Brent chegou a US$ 119,00 por barril no dia.
A valorização da commodity energética tende a sustentar os preços de grãos e oleaginosas, já que esses produtos são amplamente utilizados na produção de biocombustíveis.
Demanda limita avanços
Apesar do suporte externo, os ganhos foram limitados por sinais de enfraquecimento da demanda internacional.
De acordo com o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas externas de soja dos EUA somaram 298 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março, abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 350 mil e 800 mil toneladas.