O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (19) em moderada alta de 3,75 pontos e 0,62%, cotado a US$ cents 608,00/bushel, porém, com recuo parcial na semana de 0,94%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subiu 3,25 pontos e 0,52%, a US$ cents 629,25/bushel – com perda semanal de 0,12%.
Neste pregão, os preços foram sustentados pelas condições climáticas extremas nas regiões produtoras de trigo de inverno nos Estados Unidos.
Segundo o boletim climático do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas planícies, o tempo seco acompanha o calor recorde, com o Texas registrando as maiores temperaturas da região. Além disso, os ventos fortes e a baixa umidade do ar contribuíram para o aumento da ameaça de incêndios florestais no leste do Wyoming e em partes dos estados vizinhos.
Ainda no campo climático, o relatório Drought Monitor do USDA informou que as condições de seca nas lavouras de trigo de inverno se mantiveram em 55% da área cultivada na última semana. No comparativo anual, no entanto, as regiões afetadas pela estiagem avançaram 21 pontos percentuais.
No Oriente Médio, os recentes ataques às instalações de petróleo e gás na região do Golfo Pérsico e a interrupção do fluxo das exportações de fertilizantes nitrogenados pelo Estreito de Ormuz também contribuíram para o viés positivo das commodities agrícolas nos EUA.
Maiores ganhos foram limitados pelas comercialização do cereal norte-americano abaixo do projetado pelo mercado. Segundo o registros de vendas do USDA, na semana encerrada em 12 de março, os EUA venderam 190 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 no período, montante é 58,2% inferior ao registrado na semana anterior (455 mil t).