Às 09h04 (horário de Brasília) desta quinta-feira (19), o dólar comercial operava em leve alta de 0,42%, cotado a R$ 5,2660, mas com desvalorização na parcial da semana de 0,98%.
No último pregão (18), o câmbio subiu 0,90%, a R$ 5,2440.
Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava perda de 0,16%.
Decisões de juros no centro das atenções
Nesta manhã, o mercado segue repercutindo as decisões de política monetária anunciadas na véspera. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), por meio do Fomc, manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, pela segunda reunião consecutiva.
Em comunicado, a autoridade monetária destacou que a economia segue em expansão sólida, com mercado de trabalho estável, embora a inflação ainda permaneça elevada.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco reuniões sem alterações.
Segundo o Banco Central (BC), o ambiente externo tornou-se mais incerto devido ao acirramento das tensões geopolíticas, o que exige maior cautela por parte de economias emergentes.
Após Fed e Copom, o mercado também acompanha nesta quinta-feira as decisões de juros de outras importantes autoridades monetárias, como o Banco do Japão, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra.
Guerra valoriza o petróleo
O cenário internacional segue tensionado com a escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o campo de gás South Pars, no Irã, após ofensivas iranianas atingirem instalações no Catar e nos Emirados Árabes Unidos.
Os ataques elevaram os preços do petróleo no mercado internacional, ampliando os riscos inflacionários e a volatilidade global.
Política doméstica também influencia
No Brasil, o cenário político também entra no radar dos investidores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, devem realizar um comunicado à imprensa às 19h, em São Bernardo do Campo (SP), onde Haddad pode anunciar sua pré-candidatura ao governo de São Paulo.