Nesta quarta-feira (18), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em moderada alta de 0,51%, cotado a R$ 72,50/saca; o de julho avançou 0,75%, a R$ 70,80/sc. Todavia, na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 3,71% e 0,94%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos receberam suporte pela alta de mais de 2% do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). Ademais, deu apoio a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação – próximo ao encerramento das negociações na B3, o câmbio subia quase 1%, a R$ 5,25.
O mercado observa com atenção o progresso dos trabalhos de campo no Centro-Sul do Brasil, especialmente a finalização do plantio da segunda safra e o desenvolvimento das lavouras, que respondem por mais de 80% da oferta nacional. De acordo com levantamento realizado pela DATAGRO Grãos, até a última sexta-feira (13), a semeadura chegou a 89,3% da área projetada, ante 93,4% em igual altura da temporada 2024/25 e 87,0% na média plurianual.
Na mesma data, a colheita do milho de verão safra 2025/26 alcançou 44,1% da área cultivada, ritmo inferior ao observado em igual período do ano passado e na média dos últimos cinco anos.
No radar, os desdobramentos do conflito militar no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã para os embarques do milho brasileiro. Em 2025, o país persa foi o destino de 22,2% dos envios do cereal.