O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (18) em leve alta de 4,75 pontos e 0,41%, cotado a US$ cents 1.161,75/bushel, mas perda na parcial da semana de 5,18%. O vencimento de julho subiu 5,25 pontos e 0,45%, a US$ cents 1.176,50/bushel – perda semanal de 4,93%.
Em relação aos derivados, o farelo disparou 3,21%, reflexo de uma venda individual reportada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para destino desconhecido. Na contramão dos lucros, o óleo perdeu 0,67%.
Petróleo e guerra sustentam preços
Neste pregão, o mercado foi influenciado pela nova escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã. O avanço do conflito elevou os preços do petróleo, com o Brent chegando a US$ 109,95 na máxima do dia após ameaças da Guarda Revolucionária iraniana a instalações energéticas na região.
A valorização da commodity energética tende a sustentar os preços de grãos e oleaginosas, uma vez que esses produtos são amplamente utilizados na produção de biocombustíveis.
China limita ganhos
Apesar do suporte externo, os ganhos foram limitados pela perspectiva de menor demanda chinesa por soja norte-americana. Isso ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o adiamento de sua viagem a Pequim para encontro com Xi Jinping.
A reunião é considerada estratégica para destravar negociações comerciais e potencialmente ampliar as compras chinesas de soja dos EUA, conforme previsto no acordo firmado entre os países em outubro do ano passado.
Brasil no radar
Na América do Sul, o mercado acompanha as negociações entre Brasil e China sobre requisitos de inspeção sanitária para embarques da oleaginosa.
Segundo operadores, controles mais rigorosos adotados por Pequim têm atrasado os embarques brasileiros em plena alta temporada, elevando custos logísticos e gerando preocupação sobre o ritmo de fornecimento.
Enquanto isso, conforme levantamento da DATAGRO Grãos, a colheita da safra 2025/26 no Brasil alcançou 61,1% da área cultivada — abaixo dos 69,0% registrados no mesmo período do ano passado, mas praticamente em linha com a média dos últimos cinco anos, de 61,6%.