Às 10h (horário de Brasília) desta quarta-feira (18), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 0,75 ponto e 0,17%, cotado a US$ cents 454,75/bushel; o de julho avançava 1,00 ponto e 0,21%, a US$ cents 466,50/bushel. Por outro lado, na semana, os futuros acumulam perdas de 2,68% e 2,56%, respectivamente.
Ontem (17), os vencimentos fecharam o dia em estabilidade, cotados a US$ cents 454,00/bushel e a US$ cents 465,50/bushel.
Nesta manhã, os preços internos acompanham a forte alta do petróleo WTI na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que eleva a competitividade do etanol à base de milho. Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará dados de produção e estoques do biocombustível referentes à última semana.
O governo dos Estados Unidos convidou ontem agricultores e produtores de biocombustíveis para um evento na Casa Branca na próxima semana. A expectativa é de que a administração do presidente Donald Trump aproveite o encontro para apresentar as novas cotas de mistura de biocombustíveis para 2026 e 2027.
O DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais, caía 0,17% nesta manhã, o que torna o milho norte-americano mais competitivo no mercado internacional.
Investidores seguem também com as atenções voltadas para o progresso dos trabalhos de campo na América do Sul. Na Argentina, a colheita se aproximou de 10% da área cultivada, com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires esperando uma produção recorde de 57 milhões de toneladas.
No Brasil, a colheita da primeira safra segue atrasada devido ao elevado volume de chuvas no Centro-Sul, o que tem limitado a oferta interna no país sul-americano. Quanto à segunda safra – que responde por mais de 80% da produção brasileira – atrasos na colheita da soja estão colocando em risco a finalização da semeadura dentro da janela ideal em algumas regiões.