Às 09h55 (horário de Brasília) desta quarta-feira (18), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve baixa de 2,25 pontos e 0,19%, cotado a US$ cents 1.154,75/bushel, mas desvalorização na parcial da semana de 5,75%. O vencimento de julho recuava 2,00 pontos e 0,17%, a US$ cents 1.169,25/bushel – perda semanal de 5,52%.

Na véspera (17), os ativos fecharam no campo positivo, com alta de 0,15% para o de maio, cotado a US$ cents 1.157,25/bushel, e de 0,32% para o de julho, a US$ cents 1.171,25/bushel.

Em relação aos derivados, o óleo avançava 0,11%, enquanto que o farelo apresentava viés de alta.

 

Demanda chinesa segue como principal vetor

Nesta manhã, os preços eram pressionados pela perspectiva de redução na demanda da China pela soja norte-americana.

O movimento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento da viagem a Pequim, onde se encontraria com o líder chinês Xi Jinping.

O encontro é considerado estratégico, já que poderia avançar nas negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo e sinalizar maior volume de compras de soja americana pela China, conforme previsto no acordo firmado em outubro do ano passado.

 

Brasil também entra no radar do mercado

Na América do Sul, o mercado acompanha as negociações entre o Brasil e a China sobre requisitos de inspeção e segurança sanitária para embarques de soja.

Segundo operadores, controles mais rigorosos adotados por Pequim têm atrasado os embarques brasileiros em plena alta temporada, elevando custos logísticos e gerando preocupações sobre o ritmo de fornecimento.

Enquanto isso, de acordo com a DATAGRO Grãos, a colheita da safra 2025/26 no Brasil atingiu 61,1% da área cultivada.

O ritmo ainda está abaixo do observado no mesmo período do ano passado (69,0%), mas praticamente em linha com a média dos últimos cinco anos (61,6%).