Às 09h05 (horário de Brasília) desta quarta-feira (18), o dólar comercial operava em estabilidade com viés de baixa (-0,06%), cotado a R$ 5,1940, com desvalorização na parcial da semana de 2,26%.

No último pregão (17), o câmbio cedeu 0,61%, a R$ 5,1970.

Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava viés de alta (+0,03%).

 

Superquarta no centro das atenções

Nesta manhã, o mercado acompanha a chamada “Superquarta”, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) anunciam suas decisões de juros para o Brasil e os Estados Unidos, respectivamente.

A expectativa predominante é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic no Brasil, enquanto o Fed deve manter os juros norte-americanos. Após a decisão, o presidente da autarquia norte-americana, Jerome Powell, concederá entrevista coletiva.

Além disso, os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA referente ao mês de fevereiro.

 

Guerra e petróleo seguem no radar

As decisões monetárias ocorrem em um ambiente de elevada incerteza quanto à guerra no Oriente Médio, entre Estados Unidos, Israel e Irã já no 19º dia.

Israel intensificou sua ofensiva, enquanto o Irã mantém postura rígida diante de propostas de redução das tensões. O conflito tem influenciado a alta dos preços do petróleo, elevando preocupações sobre impactos inflacionários e logísticos globais.

Apesar disso, os investidores avaliavam com otimismo a notícia de um acordo entre autoridades do Iraque e da região do Curdistão para retomar exportações pelo porto turco de Ceyhan.

Ainda assim, o Estreito de Ormuz permanece em grande parte fechado, mantendo o mercado em alerta quanto à oferta global de energia.