☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
18 de Março de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja negociado na Chicago Board of Trade (CBOT) encerrou a sessão desta terça-feira (17) com leve alta de 0,2%, cotado a US$¢ 1.157,00/bushel, após a forte pressão observada no pregão anterior. Leve viés de baixa para a abertura no pregão de hoje.
● Dentro do complexo soja, o comportamento foi misto: enquanto o farelo recuou 0,2%, o óleo de soja avançou com mais força, registrando alta de 3,3%, sustentado por movimentos técnicos e recomposição de posições.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.
● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na Chicago Board of Trade (CBOT) encerrou a sessão desta terça-feira (17) estável, a US$¢ 454,00/bushel, após a forte retração da véspera (16). O mercado passou por ajuste técnico. Leve tendência de alta na abertura nesta quarta.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).
● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).
Brasil
● O mercado interno de soja em grão apresentou movimentação cautelosa com a baixa de Chicago, acompanhando a volatilidade externa. Nos portos, o cenário foi marcado por dificuldades logísticas e elevação nos custos de frete marítimo e seguros, em meio às incertezas no comércio internacional. No Porto de Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 128,00 por saca, enquanto no Porto de Santos a referência ficou em R$ 128,00 por saca.
● No mercado físico, o ritmo de negócios seguiu moderado, com negociações pontuais, refletindo a cautela diante das incertezas externas e da volatilidade nos futuros. Em Campinas (base B3), o milho foi indicado próximo de R$ 74,00/sc, sustentado pela oferta melhorando no spot. No Sul, compradores abastecidos mantêm negociações espaçadas. Em Rondonópolis as cotações fecharam em R$ 52,50 / saca.
[B]³
● Na Bolsa Brasileira, o contrato de milho de primeira posição maio encerrou a sessão a R$ 72,37/saca, em baixa de 3,9% dia, enquanto o vencimento setembro/26 fechou em R$ 70,92/saca., acumulando retração de 1,4% no dia, refletindo os recuos na CBOT, câmbio e mercado físico de Campinas.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.
✔️ Número positivos de embarques semanais e esmagamento de soja nos EUA divulgados na segunda. Por outro lado, pressão na CBOT por pesados embarques no Brasil.
✔️ No Brasil, o clima seguirá mais chuvoso nos próximos dias, com zonas de baixa pressão e uma frente fria atuando em grande parte da região produtora. Os volumes serão menos expressivos apenas na região Sul e em São Paulo.