Ibovespa encerrou esta terça-feira (17) em leve alta de 0,30%, aos 180.409,73 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 182.800,30 pontos; na mínima, desceu aos 179.849,79 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição do índice, os ativos da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 1,56% e 1,95%, nesta ordem, enquanto que as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,11%.

Em Wall Street, as principais bolsas também terminaram o dia em campo positivo: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,10%, aos 46.993,26 pontos; o S&P 500 subiu 0,25%, aos 6.716,09 pontos; e o Nasdaq Composite se valorizou 0,47%, aos 22.479,53 pontos. 

Neste pregão, os mercados globais operaram mais propensos ao risco, mesmo das incertezas geradas pela continuidade do conflito no Oriente Médio.

 

Geopolítica segue no radar

O conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irã chegou hoje ao 17º dia, com autoridades israelenses afirmando terem eliminado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em um bombardeio em Teerã — informação ainda não confirmada oficialmente pelo governo iraniano.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, segue tentando formar uma coalizão militar para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. Países como Alemanha já indicaram que não pretendem participar da iniciativa, inclusive rejeitando eventual envolvimento da OTAN na crise.

 

Política e agenda econômica no Brasil

No cenário doméstico, o mercado acompanhou a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que mostra que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato.

O nível de decisão é mais elevado entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro.

Outro destaque foi a promulgação, pelo Congresso Nacional, do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que agora avança para a fase de implementação.

 

“Superquarta” no radar

Os investidores também se posicionam para a chamada “Superquarta” (18), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) anunciam suas decisões de juros.

A expectativa é de que o Copom realize um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, enquanto, nos EUA, o mercado projeta manutenção dos juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.