O dólar comercial fechou essa terça-feira (17) em moderada baixa de 0,61%, a R$ 5,1970. Na mínima do dia, o câmbio cedeu para R$ 5,1750; na máxima, subiu a R$ 5,2370.
Neste pregão, o movimento refletiu uma redução na percepção de risco global, favorecendo ativos considerados mais arriscados, mesmo com a continuidade das tensões no Oriente Médio.
Geopolítica segue no radar
No cenário internacional, o conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irã permaneceu no foco dos investidores.
Autoridades israelenses afirmaram ter eliminado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em um bombardeio em Teerã — informação ainda não confirmada oficialmente pelo governo iraniano.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, segue tentando formar uma coalizão militar para garantir a navegação no Estreito de Ormuz.
Países como Alemanha já indicaram que não pretendem participar da iniciativa, inclusive rejeitando eventual envolvimento da OTAN na crise.
Política e agenda econômica no Brasil
No cenário doméstico, o mercado acompanhou a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que mostra que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato.
O nível de decisão é mais elevado entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro.
Outro destaque foi a promulgação, pelo Congresso Nacional, do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que agora avança para a fase de implementação.
“Superquarta” no radar
Os investidores também se posicionam para a chamada “Superquarta” (18), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) anunciam suas decisões de juros.
A expectativa é de que o Copom realize um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, enquanto, nos EUA, o mercado projeta manutenção dos juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.