O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (17) em leve queda de 0,33%, cotado a R$ 72,13/saca; o vencimento de julho recuou 0,18%, a R$ 70,27/sc.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela queda do dólar, fator que reduz a competitividade das exportações brasileiras. Próximo ao encerramento das negociações na B3, o câmbio caía 0,50%, a R$ 5,20.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do cereal fecharam o dia estável, com o mercado norte-americano aguardando por novas políticas de mistura de biocombustíveis, que devem ser anunciadas em breve pelo presidente Donald Trump.
Por aqui, as atenções estão sobre os trabalhos de campo no Centro-Sul do Brasil. Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (13) mostra que a colheita do milho de verão safra 2025/26 chegou a 44,1% da área cultivada, ritmo inferior ao observado em igual período do ano passado e na média dos últimos cinco anos.
Já a semeadura do milho de inverno, que responde por mais de 80% da oferta nacional, alcançou 89,3% da área projetada, ante 93,4% em igual altura da temporada 2024/25 e 87,0% na média plurianual.
A previsão do tempo para os principais estados produtores segue no radar, bem como novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.