O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (17) em total estabilidade, cotado a US$ cents 454,00/bushel. O vencimento de julho terminou com um leve viés negativo (-0,05%), a US$ cents 465,50/bushel.
Após a forte retração anotada na véspera (16), os preços do cereal se estabilizaram neste pregão, com traders ajustando posições. Também deu suporte às cotações a valorização do petróleo WTI na Bolsa de Mercadorias de Nova York e o enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais.
Com a próxima safra dos Estados Unidos relativamente distante, o mercado de milho segue atento às safras sul-americanas.
Na Argentina, a colheita se aproximou de 10% da área cultivada na última semana, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte e no Centro-Norte de Santa Fé. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) estima uma produção recorde de 57 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta 52 mi de t.
No Brasil, a colheita da primeira safra segue atrasada devido ao elevado volume de chuvas no Centro-Sul, o que tem limitado a oferta interna no país sul-americano. Quanto à segunda safra – que responde por mais de 80% da produção brasileira – atrasos na colheita da soja estão colocando em risco a semeadura dentro da janela ideal em algumas regiões.
No radar, a informação de que o governo dos Estados Unidos convidou agricultores e produtores de biocombustíveis para um evento na Casa Branca na próxima semana.
A expectativa é de que a administração do presidente Donald Trump deve aproveitar o encontro para apresentar as novas cotas de mistura de biocombustíveis para 2026 e 2027, decisão que vem sofrendo atrasos e é considerada estratégica para os mercados de energia e agrícola.