Às 09h03 (horário de Brasília) desta terça-feira (17), o dólar comercial registrava leve alta de 0,15%, cotado a R$ 5,2370.
No último pregão (16), o câmbio cedeu 1,62%, a R$ 5,2290.
Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – recuava 0,10%.
Nesta manhã, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos, os investidores adotam postura mais cautelosa na véspera da chamada “Superquarta” (18), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) anunciarão suas decisões de política monetária.
O cenário atual indica possível corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic no Brasil, enquanto o Fed deve manter os juros norte-americanos. As incertezas inflacionárias decorrentes da alta do petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, reforçam a cautela.
Tensões geopolíticas seguem no radar
Após um breve alívio nas tensões, o Irã voltou a realizar ataques contra os Emirados Árabes Unidos e o Catar, enquanto Israel intensificou ofensivas contra alvos iranianos e no Líbano.
Paralelamente, os EUA negociam a formação de uma coalizão internacional para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. No entanto, países como Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália já sinalizaram que não devem participar da ação.
Cenário doméstico e agenda política
No Brasil, os agentes também repercutem a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira, que aponta que 56% dos brasileiros já definiram seu voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato.
Em Brasília, o Congresso Nacional realiza, às 15h30, uma sessão solene para promulgar o decreto legislativo que aprova o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo formalmente a etapa de ratificação do tratado pelo Congresso brasileiro.