☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
17 de Março de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja negociado na Chicago Board of Trade (CBOT) encerrou a sessão desta segunda-feira (16) em forte queda de 5,7%, cotado a US$¢ 1.155,25/bushel, no primeiro dia do contrato maio como spot, atingindo limite de baixa. Recompras técnicas podem trazer algum suporte para a abertura no pregão de hoje.
● No complexo soja, o movimento também foi amplamente negativo. O farelo de soja recuou 3,3%, enquanto o óleo de soja registrou queda de 5,7%, igualmente atingindo limite de baixa.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.
● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho negociado na Chicago Board of Trade (CBOT) encerrou a sessão desta segunda-feira (16) em queda de 2,8%, cotado a US$¢ 454,00/bushel. Também no milho pode haver algum suporte por recompras técnicas nesta terça.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).
● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).
Brasil
● O mercado interno de soja em grão apresentou movimentação cautelosa com a baixa de Chicago, acompanhando a volatilidade externa. Nos portos, o cenário foi marcado por dificuldades logísticas e elevação nos custos de frete marítimo e seguros, em meio às incertezas no comércio internacional. No Porto de Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 128,00 por saca, enquanto no Porto de Santos a referência ficou em R$ 128,50 por saca, ambas em queda de cerca de R$ 5,00/saca.
● Em Campinas, referência para os contratos futuros da B3, o milho foi indicado próximo de R$ 74,00/saca, sustentado pela oferta restrita no mercado spot. Na região Sul, compradores seguem bem abastecidos, mantendo as negociações mais espaçadas. Já em Uberlândia, as indicações ficaram em torno de R$ 65,00/saca, enquanto em Londrina os preços giraram próximos de R$ 64,00/saca, ainda com volume negociado limitado.
[B]³
● Na Bolsa Brasileira, o contrato de milho de primeira posição maio encerrou a sessão a R$ 72,37/saca, em baixa de 3,9% dia, enquanto o vencimento setembro/26 fechou em R$ 70,92/saca., acumulando retração de 1,4% no dia.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.
✔️ Número positivos de embarques semanais e esmagamento de soja nos EUA divulgados na segunda. Por outro lado, pressão na CBOT por pesados embarques no Brasil.
✔️ No Brasil, o clima seguirá mais chuvoso nos próximos dias, com zonas de baixa pressão e uma frente fria atuando em grande parte da região produtora. Os volumes serão menos expressivos apenas na região Sul e em São Paulo.