O dólar comercial fechou essa segunda-feira (16) em forte baixa de 1,62%, a R$ 5,2290. Na mínima do dia, o câmbio cedeu para R$ 5,2240; na máxima, subiu a R$ 5,2790.
Neste pregão, o movimento foi impulsionado por sinais de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, já que não houve uma escalada do conflito militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Em coletiva de imprensa, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã estaria interessado em um acordo, embora ele ainda não esteja pronto para negociar. Paralelamente, os Estados Unidos autorizaram a continuidade das exportações de petróleo iraniano para ajudar a equilibrar a oferta global.
Trump também solicitou que aliados enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota de transporte de petróleo, considerada estratégica para o comércio mundial.
No Brasil, investidores repercutiram a divulgação da nova edição do Boletim Focus, do Banco Central (BC), que apontou aumento nas projeções para a taxa Selic e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026.
Além disso, o BC informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,80% em janeiro na comparação com dezembro.
Os dados são acompanhados de perto pelos investidores em uma semana marcada pela chamada “Superquarta”, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, e o Federal Reserve (Fed), nos EUA, anunciarão suas decisões de política monetária no dia 18.
Apesar das expectativas iniciais de início do ciclo de cortes de juros já em março, o cenário de inflação mais pressionada, o ambiente externo incerto e os sinais de atividade econômica mais forte podem levar o Copom a adotar uma postura mais cautelosa.
Nos EUA, a expectativa predominante do mercado é de manutenção da taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.