O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (16) em expressiva baixa de 13,25 pontos e 2,84%, cotado a US$ cents 454,00/bushel. O vencimento de julho recuou 12,50 pontos e 2,61%, a US$ cents 465,75/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal acompanharam o tombo de mais de 5% da soja em Chicago, que bateu limite de baixa, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir que sua viagem planejada para a China pode ser cancelada. O mercado espera que o encontro entre Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, ocorra no final de março e traga soluções sobre diversos itens, incluindo produtos agrícolas.

Também pesou a desvalorização de quase 5% do petróleo WTI na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que reduz a competitividade do etanol à base de milho. No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais – próximo ao encerramento das negociações em Chicago, o DXY caía 0,66%.

Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou informações sobre os embarques de milho referentes à semana encerrada em 12 de março. Segundo o documento, o país norte-americano exportou 1,959 mi de t do cereal no período, contra 1,523 mi de t na anterior e 1,692 mi de t em igual período do ano passado.

No acumulado do atual ano comercial 2025/26, as exportações norte-americanas de milho somam 42,869 mi de t, volume 39% acima do embarcado na mesma época da temporada 2024/25 e 51% do total estimado para esta safra (83,802 milhões de toneladas).

No radar, investidores monitoram o início da colheita da safra 2025/26 na Argentina, bem como a finalização do plantio da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira de milho.