O dólar comercial fechou essa sexta-feira (13) em forte alta de 1,39%, a R$ 5,3150, com ganho acumulado de 1,47% na semana. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 5,3230; na mínima, caiu a R$ 5,2140.
Neste pregão, o movimento de alta foi novamente impulsionado pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante da intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Durante o dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com novos ataques, enquanto o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que marcou os maiores ataques já realizados contra a República Islâmica.
Ao mesmo tempo, o novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, indicou que o país pode buscar garantir o fechamento do Estreito de Ormuz, aumentando a tensão nos mercados e elevando preocupações sobre o fluxo global de petróleo.
Diante desse cenário, as atenções do mercado se voltam para a chamada “Superquarta” da próxima semana, em 18 de março, quando o Banco Central (BC), por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), e o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, anunciarão suas decisões de política monetária.
A expectativa é de que o Copom avalie possíveis ajustes na taxa básica de juros após a manutenção da Selic em 15% no início do ano. Já o Fed deve manter os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.
No cenário doméstico, a Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras, elevando o valor médio para R$ 3,65 por litro. O reajuste passa a valer a partir deste sábado (14).
Segundo a companhia, a medida não deve impactar diretamente o preço nas bombas, já que o governo federal anunciou ontem (12) a redução das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o volume de serviços no Brasil avançou 0,3% em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Dessa forma, o setor de serviços está 20,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e iguala o recorde da série histórica, alcançado em outubro e, novamente, em novembro de 2025.
Entre os indicadores econômicos divulgados nos EUA, o Departamento do Trabalho informou, por meio do relatório Jolts, que o número de vagas de trabalho em aberto avançou para 6,946 milhões em janeiro, acima da expectativa de 6,760 milhões.
Já o Departamento do Comércio reportou que o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre de 2025. O órgão também informou que o índice de preços de gastos com consumo (PCE) avançou 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas do mercado, mas abaixo da alta de 0,4% registrada em dezembro.