O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (13) em leve baixa de 2,00 pontos e 0,16%, cotado a US$ cents 1.225,25/bushel, mas com ganho na semana de 2,04%. O vencimento de julho recuou 2,50 pontos e 0,20%, a US$ cents 1.237,50/bushel – valorização semanal 2,02%.
Em relação aos derivados, o óleo fechou em estabilidade com viés de alta, enquanto que o farelo subiu 0,78%. Na próxima segunda-feira (16), a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (Nopa) divulga o seu relatório mensal sobre volume de processamento de soja nos Estados Unidos.
Neste pregão, os preços da oleaginosa foram pressionados pela volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, entre altas e baixas. O movimento eleva a incerteza sobre as negociações do complexo da soja, já que grãos e derivados são amplamente utilizados na produção de biocombustíveis.
Além disso, investidores monitoram uma reunião prevista para este fim de semana entre o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng.
O encontro deve discutir as perspectivas de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping no final de março e a possibilidade de ampliação das compras chinesas de soja norte-americana.
Milho
O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou em alta de 4,75 pontos e 1,03%, cotado a US$ cents 467,25/bushel. O vencimento de julho ganhou 4,25 pontos e 0,90%, a US$ cents 478,25/bushel. Na semana, os futuros acumularam ganhos de 1,47% e 1,54%, nesta ordem.
As cotações do cereal receberam suporte das expectativas de que o aumento dos custos de combustível e fertilizantes, em meio à guerra no Oriente Médio, possa levar produtores norte-americanos a reduzir a área plantada de milho, cultura que demanda alto volume de insumos.
Para a próxima semana, o mercado também aguarda a divulgação do relatório semanal de embarques de grãos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que poderá oferecer novos indicativos sobre a demanda pelo cereal.
Trigo
O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou em expressiva alta de 15,25 pontos e 2,55%, cotado a US$ cents 613,75/bushel, mas com desvalorização semanal de 0,49%.
Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançou 16,50 pontos e 2,69%, a US$ cents 630,00/bushel – ganho semanal de 1,04%.
O mercado de trigo encontrou suporte em compras especulativas no final da semana, além de preocupações com as condições climáticas nas planícies dos EUA.
A persistência da seca e previsões de queda nas temperaturas na região produtora levantaram dúvidas sobre o potencial da safra de trigo de inverno.