O dólar comercial fechou essa quinta-feira (12) em forte alta de 1,65%, a R$ 5,2420, com ganho de 0,08% na parcial da semana. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 5,2490; na mínima, caiu a R$ 5,1570.
O mercado reagiu a novos indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos, além de acompanhar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,70% em fevereiro, acima da alta de 0,33% registrada em janeiro e da expectativa do mercado, que era de 0,65%.
No acumulado do ano, o índice registra alta de 1,03%, enquanto a inflação em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% observados no período anterior.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho informou que 213 mil novos pedidos de auxílio-desemprego foram registrados na semana encerrada em 7 de março, número ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, de 214 mil solicitações.
A média móvel de quatro semanas recuou para 212 mil pedidos, queda de 4 mil solicitações em relação à leitura anterior.
No cenário internacional, o petróleo voltou a superar US$ 100 por barril, após novos ataques do Irã a infraestruturas petrolíferas e declarações do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, indicando que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante coletiva no Palácio do Planalto, redução de impostos sobre o diesel e aumento da tributação sobre exportações de petróleo, em meio à disparada dos preços da commodity.
No campo político, uma pesquisa do instituto Genial/Quaest indicou queda na confiança da população no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados disseram não confiar na Corte, enquanto 72% consideram que o STF tem poder excessivo e 66% afirmam ser importante eleger senadores comprometidos com o impeachment de ministros do tribunal.