Nesta quarta-feira (11), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em alta moderada de 0,77%, cotado a R$ 75,82/saca. O vencimento de julho anotou avanço de 0,66%, a R$ 71,69/sc. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 3,54% e 1,04%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos receberam suporte pela alta dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). Ademais, deu apoio a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação.
Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório de oferta e demanda (Wasde) de março, no qual elevou a projeção da safra 2025/26 de milho do Brasil em 1 mi de t, para 132,00 mi de t. Apesar do aumento, o volume ainda está bem abaixo das 141,9 milhões de toneladas esperadas pela DATAGRO Grãos.
No campo, a colheita da primeira safra alcançou 38,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última sexta-feira (6), após avançar 6,3 pontos percentuais (p.p) em sete dias, segundo levantamento da DATAGRO. No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 46,2%; na média dos últimos cinco anos, em 43,6%.
Já o plantio do milho de inverno atingiu 87,4% da área projetada, ante 87,0% no mesmo período do ano passado e 75,5% na média plurianual.
No radar, a continuidade do conflito no Oriente Médio entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. O país persa foi o principal destino do milho brasileiro no ano passado, absorvendo cerca de 22% do total exportado pelo Brasil.